“A forma como você se enxerga dita diretamente as escolhas que você coloca no seu prato. Existe uma via de mão dupla invisível, mas profundamente poderosa, entre a autoestima e o comportamento alimentar. Quando a percepção pessoal está fragilizada, a comida frequentemente passa a ser usada como uma ferramenta de punição ou de compensação imediata para dores internas. O ato de comer em excesso ou de escolher alimentos que agridem o próprio organismo costuma ser o reflexo de uma mente que, no fundo, não se sente merecedora de cuidado, saúde e bem-estar. Nos últimos anos, o uso de canetas emagrecedoras trouxe uma nova camada a essa discussão. Ao promoverem uma perda de peso rápida e perceptível, muitas pessoas experimentam um choque positivo inicial na autoestima ao olharem no espelho. Contudo, a medicina e a psicologia alertam: se essa melhora estética não for acompanhada por uma profunda reconciliação interna, a autoestima continuará frágil e dependente exclusivamente de um número na balança ou da continuidade do uso do fármaco. A verdadeira transformação ocorre de dentro para fora. Cuidar da alimentação não deve ser um preço a pagar para passar a se amar, mas sim o resultado de já se respeitar o suficiente para oferecer ao corpo o seu melhor. As canetas emagrecedoras podem atuar como um empurrão biológico para reduzir a sobrecarga física inicial, mas o alicerce de uma saúde duradoura depende da construção de uma mente autocompassiva, que entende o autocuidado alimentar como o maior ato diário de amor-próprio.”,
